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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nintendo, bets e saudades.

Ah que saudade da minha infância. Era um horizonte totalmente diferente do que vejo hoje - tá que naquela época que eu não sabia a diferença entre horizontal e vertical, mas... Não me preocupava com o que os outros pensavam, não tinha problema sair na rua só de calcinha, não tinha toda essa pressão que o mundo e as pessoas têm sobre mim agora - principalmente vestibular e a fins, meu pai vem me acordar e diz: "Bom dia meu amor, estude para o ENEM (smash)."
Eu sei de uma coisa que tive que as crianças de hoje não terão:
- Ter que assoprar a fita do Nintendo para voltar a funcionar. Oh! Ficar ali na expectativa que desse certo era uó! (risos). Já vi gente que lambeu, passou borracha, lavou, passou grafite e uma infinidade de diferentes formas para tal façanha. Era divertido de mais descobrir um código novo, principalmente em jogos de luta. Me lembro muito bem que ficava vendo meu irmão jogar Mortal Kombat com os amigos dele e ficar anotando os códigos para poder me sair bem com alguém que não era bom no jogo. Já chorei várias e várias vezes pedindo para meu irmão não pegar tão pesado comigo quando só tinha ele para jogar comigo.
Outra coisa que se perdeu com o tempo foram os bichinhos virtuais e aqueles minigames que a maioria dos joguinhos inclusos era de Tetris. Se eu perguntar a uma criança de uns 7 anos de idade se ela quer jogar Tetris comigo, ela não vai saber do que se trata, aposto!
Não me lembro de quantas vezes fiquei na rua até tarde brincando de esconde-esconde, pega-pega, pique no alto/baixo, pular tábua, elástico e corda, jogar bets e outros mais. VITÓRIA BETS 1, 2, 3! Tinham algumas brincadeiras que era para gente maiorzinha,  Caí no Poço, por exemplo eu sempre escolhia o aperto de mão.
Lembro-me também que acostumava acordar cedo e ir para a casa da minha madrinha. Chegando lá ela penteava meu cabelo, eu tomava o meu café (ainda amo comer as bolachinhas que ela faz no café da manhã. É!) e ficava conversando com ela e minha avó. Hoje só as vejo no domingo, o que é triste, pois sinto muita, muita, MUITA falta daquele tempo, das conversas e principalmente da companhia e calma que me passavam. Sinto falta também de minha mãe, a vejo todos os dias, mas não é como antes, que eu pedia a ela que me engolisse de volta, para que eu estivesse sempre perto dela, aonde que ela fosse.
De vez em nunca sinto um cheiro, sensação, lembrança, ato, alguma coisa que me lembra minha infância. Chamam isso de Déjè vu, e quando acontece paro, fecho os olhos e fico vendo as imagens que aparecem em minha mente, sentindo aquela saudade e o gostinho maravilhoso de quero-mais. É! a partir do momento que vou crescendo, vou sentido mais e mais saudades do tempo que ficou para trás. E será assim até que minha memória me permita.

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