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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acima da Terra encontra-se o céu.

Gosto de sentar na varanda e olhar o céu, a lua e as estrelas, gosto de fitá-las como se fossem uma ramificação do pensamento de outras milhões de pessoas que também fazem o mesmo. O céu, o luar, são coisas tão puras, e mesmo que a poluição tape um pouco da beleza e plenitude, não será apagado. Fico imaginando o que as outras pessoas pensam quando olham para cima - vivemos num mundo tão agitado, tão cheio de horários e compromissos que muitas pessoas se assustam quando eu digo que sempre olho as estrelas, é como se não as vissem, como se fossem apagadas pela agenda lotada - os olhos refletindo os pontinhos luminosos que absorveram luz durante o dia para brilhar a noite, o vago pensamento, o pensamento vago, o transe em que a memória entra, as nuvens.
Os pensamentos fluem, a memória se expande e abrange o céu inteiro em todo seu infinito, pensar é infinito, o tempo voa. Fiquei tentando descobrir como as nuvens tomaram aquela forma arredondada ao redor da lua, Ah lua!, estava um tanto amarela como se homens transformar-se-iam em lobisomens - vamos voltar às nuvens -, tentei decifrar o que tinha por trás de tudo aquilo, qual era sua composição química, se era só vento, se era a fumaça que sai da chaleira, ou se era apenas nuvem.
Ah! Meu coração está radiante, bate feliz, vou me sentar no chão, toquei minhas mãos ao frio da cerâmica deixei que subisse por minhas veias e me pus a pensar. Acho que isso que é bom, pensar, só em mim mesma sou eu, confuso, não?, só em meus pensamentos sou original, sou a pessoa que aqui escreve, porque querendo ou não sozinha sou uma e à frente dos outros sou outra, mesmo que ao máximo tento ser uma só. Todos somos um monte, um monte de pensamentos, um monte de personalidades, um monte de críticas, um monte de coisas! Enquanto a lua, és solo la luna.



(A Espanha, as estrelas e o céu).

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