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quarta-feira, 15 de junho de 2011


Estava eu à beira de precipício: eu mesma. Estava em confronto mútuo com meus princípios, defeitos e qualidades. Para que tudo isso? Para mudar. Não forçadamente, mas sim, naturalmente, como respirar. É consequência de viver.
É nesta gélida madrugada que meus pensamentos afloram-se e me cercam. Me provam e me circundam. Me testam, perguntam-me "é isto o que quer?" "era disto que falava?" "é essa a mudança que tinha previsto?"
Cobranças. Só deviam existir de forma construtiva. As conversas vão se agrupando ao meu redor e me mostrando o que poderiam ter se tornado.
Brincadeiras, joguinhos, mentiras, amor e traição. Se tudo isso é possível, por que não? A escolha é própria. Assim como seguir ou não conselhos. Respeitar os mais velhos ou ao trânsito. Mas sempre há o meio termo. Desde o fim da Idade Média há este bendito. Bem-dito.
Meia-noite. A lua brilha como se fosse o sol da madrugada. Sinto frio e me encolho. O vento bate às minhas costas e bagunça meu cabelo, me fazendo arrumá-los e então erguer os braços ao céu e rodar. Rodar, rodar, rodar. Me sinto livre, de imediato. Uma risada explode para fora de minha garganta, vem do estômago. Ponho a mão na boca e escondo o que poderiam ser palavras sem sentido. De que importa? Estava sozinha, comigo e com as estrelas.
Então me lembro que estava ali por algum motivo. Ah, sim, o luar. Encantador. 

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