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domingo, 31 de julho de 2011

Um jogo contraditório que nunca chega ao fim

Mesmo de olhos fechados podia senti-lo,
Era distante e perto ao mesmo tempo.
Fazia o que era certo, necessário.
Era devagar e urgente, quente e úmido.

Seus lábios faziam pressão sob os meus
E quanto mais provava, mais queria.
Queria tê-lo mais e mais.
Mais para mim, mais por mim.

Sei que isto é apenas o começo,
mas quem sabe o começo chegou ao fim?
E depois do começo vem o durante, o agora e o depois
E o que quero para depois fica para quando chegar.

A música tinha acabado,
Mas com seu fim veio outra
E outra, e outra.
E aquilo tudo não acabava.

Suas mãos em minha nuca,
Necessidade de não ter espaço como nunca.
E então desciam para as costas
Me apertando contra si.

E a necessidade não acabava,
Mas o dia chegava ao fim.
E com o fim, a partida.
E com a partida, a chegada.

A chegada traz o começo.
O recomeço.
E cada recomeço seria o melhor
Mesmo que fosse o primeiro.

Um comentário:

Blogueira Fajuta disse...

Contradição, taí uma palavra que define bem a vida. E são os paradoxos que deixam tudo mais excitantes, cheios de emoção como deve ser tudo.

Um abraço.