Páginas

domingo, 8 de abril de 2012

"Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome"



É interessante como o cérebro feminino tem a capacidade de distinguir mais cores que as 12 básicas do cérebro masculino. Na escola, meados de 4ª ou 5ª série já da para começar perceber a diferença entre esses dois mundos: as meninas aparecem na aula com caixas de 12, 24, 36, 48 e até 72 cores, enquanto os meninos se dividem entre os de 6 e 12 cores e, por mais que dê a eles uma caixa com mais lápis, usarão somente as básicas.

As mulheres conseguem dar nomes incríveis a uma tonalidade 05% mais escura (ou inclinada a outra cor) que a cor X - azul petróleo, piscina, turquesa, limão, céu, inferno, bem, mal, chuva, sol...- enquanto para os homens será hoje e sempre azul. Acho incrível!

E em contrapartida descubro Frida Kahlo, mulher problemática (sofreu acidentes e doenças por toda sua vida) que por meio disso começou pintar. Primeiramente o tripé foi adaptado à sua cama (maca) e então começou retratar a história e folclores do México, seu país de origem.

Como o país é de muito calor, as cores eram sempre fortes, cores de Almodôvar. Citadas ambas, Frida e cores, na música Esquadros, da Adriana Calcanhoto. Qual eu - persona romántica, gosto da parte a seguir:

"Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado..."


Um comentário:

Índia disse...

Gabi, eu super-curto a Frida. Foi uma mulher que apesar da época (nem faz taaaaanto tempo assim, mas ainda assim era outro tempo) e da doença, soube superar, não sei bem se a palavra é superar, mas sobreviveu ao seu inferno com talento e sua vida afetiva era intensa, como lhe interessava.

É, detalhes definitivamente não são o forte dos meninos...