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domingo, 24 de junho de 2012

Fernando Pessoa

"Não sei quem sou que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas. Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada (?), por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

*24/07/2012 mais ou menos

Uma coisa estranha qualquer

 O que eu estou fazendo?
Estou exatamente à 1:38 a.m. lendo história em quadrinho totalmente sozinha num apartamento agora enorme devido às circunstâncias no país desconhecido e blá blá blá. É cansativo ficar escrevendo blá blá blá.
Eu não sei o que será este post, mas, quer saber, não ligo a mínima.
Os mais chegados dos meus amigos (do dia-a-dia) já voltaram ao Brasil (pátria agora mais amada) e eu continuo aqui sem nem saber se há vagas no ônibus disponíveis.
Sabe uma coisa que lamento (totalmente fora de contexto)? Acho que perdi o "q" para escrever. Há um tempo andei olhando meus posts antigos e parecem vindos de outra pessoa.
Voltando à minha atual situação: Gooooooooooooooooood! Tenho prova de inglês segunda. Ando gastando meu precioso tempo assistindo séries de TV (engraçado percebi que ninguém escreve tevê ou Nova Iorque). 
Solanna - Dummer realmente mexe comigo.
Ao que me parece este post é um monte de assuntos batidos ni liquidificador. Falar "likidificador" deve ser mais legal, digo o mesmo quanto à "cabelerero". (vários risos.)
Txurururú 
Esqueci o que ia falar.
Las personas de la calle me dijeron que pollo no se ve bien, que no hace bien.
A primeira coisa que deveria recomendar comer ao chegar na Bolívia é pollo (frango), mas já não aprecio mais devido algumas coisas que fiquei sabendo. Então se por acaso vier a Santa Cruz de la Sierra, vá à Fredolin e peça o bolo (torta, como é aqui chamado) Rosa Negra. Deve-se ser lido com r de meio de palavras, tipo coração, "rôsa nêgra". É chistoso!

Voltando à minha situação:
Hoje (sábado ainda, por favor!) soma-se dois dias de solidão na casa. Excepto pela visita acompanhada de regalitos de um amigo meu. Hm, mencionando-o novamente no blog. Awkward. 
Lembrei-me do que havia esquecido: gosto do blog não ser famoso. É como uma forma de ter refúgio. Sou o lobo solitário ainda. É bom ter algo privado. Mesmo que sujeito à quebra desta mesma ou seja lá o que for quando alguém ver o que se passa por aqui. Sem adjetivos para descrever tal situação.
Sinto  falta de filosofia, mas O Mundo de Sofia torna-se entediante às vezes. E sim, esta é minha única conexão (eu desaprendi escrever português. Tentei escrever conexão 3 e 4 vezes.) com a filosofia.
Devaneio.
Devaneios.
DEVANEIOS.
Tortos a me torturar.
TORTOS? Tolos!
Meros.
Esmeros.
Distinto, não? Despeço-me sem ao menos uma despedida razoável porque passei a procurar uma nova voz para a música abaixo, mas Zé e Elba definitivamente é a melhor escolha para mim. E com ela deleito-me ao bom som e adormeço. Minto. Mas não há o que temer com essa mentira.

sexta-feira, 1 de junho de 2012