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sábado, 25 de agosto de 2012

Breve

Contemplo em meu caminho p'ra casa a paz na solidão. Vez ou outra tiro os fones para prestar atenção em algum acontecimento cotidiano pelo qual em frente passo, alguma coisa que me chamou o olhar e tive que vê-lo também com os ouvidos. Com os fones novamente colocados eu ando pelo mundo prestando atenção em cores
Passo tanto tempo fazendo tanta coisa que acabo sem tempo para mim. Gosto de ficar só, às vezes imploro ficar só, mas não adianta. A solidão tem que ser natural. Chamavam-me de Lobo Solitário por eu ter sempre um refúgio em meu minúsculo quarto do tamanho de um cubo de Rubik. 
Ao tempo vou descobrindo coisas que se prestasse mais atenção no que faço não teria sabido deveras. Sem perceber foco em não-detalhes que fazem o que vejo tornar-se importante. Chego ao ponto em que gosto de ser distraída, ganho pensamentos (ou mesmo pensamentos automáticos, como num piloto automático) inusitados e inesperados.
Deixo-me levar pelo instante. Instantes. Componho minha própria história com letras de forma numa impressão rascunhada à tinta preta. Vez escrevo bonito, vez a letra sai feia, a frase, a oração.

E em minha solidão a dois, não sou a única a estar só.

2 comentários:

Índia disse...

Acaricia os ouvidos... Bom mesmo.

Índia disse...

Adoro solidão, adoro a minha solidão cultivada. Tenho medo de dividir minha solidão.