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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nascer, crescer, reproduzir e morrer.



No começo eu era como outro qualquer, sem importância, sem atitudes, sem nada. Eu era ácida, fria e não falava com ninguém.
Então mudei.
Sim, mudei, não sei o que aconteceu, porém, mudei.
E gostei de ter mudado.
Eu cresci, fiquei mais bonita, mais consciente de mim, confiante, até.
Meu corpo foi se desenvolvendo e como uma mulher feita fui ficando formosa, até com brilho no olhar. Sempre fui fotogênica, mas as pessoas encontravam formas de me deixar muito mais bonita sem alterar-me no photoshop.
Comecei ser mais amigável e simpática, respondia bem às necessidades alheias - altruísmo e tal. Mas com o tempo me cansei, as pessoas cobravam cada vez mais de mim, abusavam de minha bondade, queriam sempre mais e mais e mais.
Até que decidi cobrar meu ônus, cobrar pelo trabalho que fiz e exigir recompensações. Porém, como tudo na vida não são rosas, não recebi muita coisa.
É claro que era apoiada por hippies, ambientalistas e pacifistas, só que ainda assim não era suficiente.
Fiquei doente, quem não ficaria? Pesquisei, me revoltei, consultei, conversei e após vários diagnósticos descobri do que sofria:
Humanos.

2 comentários:

Índia disse...

Inebriou-me a mente. Fez eu pensar sobre o eco que habita a minha alma. Culpa de quem? Devo deixar que me esvaziem de mim?

Veio-me a mente "A hora da Estrela", de Clarice Lispector? Leu? Se não, leia, você vai amar.

Bernardi Nunes, Gabriela Indianara disse...

Já li sim, inspirou-me em vários posts deste blog! hahahh