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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hasta luego.

Estou cá eu na cozinha, estudando sociologia como se estivesse já em um outro mundo no século XIX, procurando fontes e saberes que se possam chamar confiáveis para construção de meu intelecto e quando, de repente, olho à janela e lá longe, por cima das roupas lavadas e estendidas no varal avisto algo:
Um arco-íris.
Sei que não é grande coisa ver coisa dessas, mas ocorre que no presente momento encontro-me num dia caloroso e ensolarado de inverno brasileiro. Não é comum ver coisa como tal antes da chuva, quase contra a lógica. Embora nos bairros próximos possa estar chovendo, o fato é que na minha casa não está, portanto não deveria eu estar vendo o que vi.
Imagine a cena: um sol que parece estar mais próximo da terra, principalmente da minha casa, porque o calor é grande; uma casa qual cá encontro-me com uma edícula ao fundo, que faz contraste com o céu; este céu, o mesmo que abriga o sol, as nuvens, a vida, o universo e tudo o mais, em tons de cinza ha alguns quilômetros daqui e o dito arco-íris. Seria a umidade provocadora deste efeito?
No mais, tenho de voltar a meus estudos e abster-me destes pequenos delitos devaneios.

Um comentário:

Índia disse...

São os delitos devaneios que nos faz suportar a realidade.