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Percebo que passo algum certo tempo olhando para o céu, seja de dia ou de noite, pensando e me perdendo, contando e guardando segredos. Se resume um pouco a isso: a felicidade solitária, um momento próprio.
Ler ou aprender alguma coisa e ter meu tempo de associação; como aquele em que me encontro olhando para o teto do quarto antes de dormir, ou como o meu eu perdido nas linhas do azulejo.
Há pessoas que me chamam "maluca", "doida", por dar valor à algumas pequenas coisas - que para mim têm extrema importância -, um por do sol ou um sorriso, abraços, expressões, olhares, manias, jeito de andar e falar: coisas que mostram com quem lido, com quem convivo.


Percebo certo câmbio em minha personalidade - coisa que não acontece com frequência - desde que voltei ao Brasil. É como se, ao olhar para trás, pudesse ver várias pessoas em mim e que cada uma contribuiu exclusiva e fundamentalmente para eu me tornar o que sou hoje.
Compartilho aleatoriamente meus pensamentos neste blog sem buscar leitores - eu não quero ficar famosa/conhecida, é estranho o pensamento de várias pessoas saberem o que penso por meio do que escrevo: o blog é o refúgio, e como tal, não pode abrigar muitas pessoas, eu me basto.

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